Pégaso (em
grego:
Πήγασος;
transl.:
Pégasos) é um cavalo alado símbolo da imortalidade. Sua figura é originária da
mitologia grega, presente no
mito de
Perseu e
Medusa.
Pégaso nasceu do
sangue de Medusa quando esta foi decapitada por Perseu. Medusa estava grávida de
Posidão naquela época. Havendo feito brotar com uma patada a
fonte Hipocrene.
Belerofonte matou a poderosa
Quimera, montando Pégaso após domá-lo com ajuda de
Atena e da rédea de
ouro, que em seguida tentou usá-lo para chegar ao Olimpo. Mas
Zeus
fez com que ele derrubasse seu cavaleiro fazendo uma vespa o picar, e
Belerofonte morreu devido à grande altura. Zeus o recompensou
transformando-o na
constelação de Pégaso,
onde deveria dali em diante ficar à serviço dos deuses. Outra história
diz que quando Zeus mandou a vespa e Belerofonte caiu, Atena ordenou que
o chão ficasse macio, assim ele não morreria pela queda.
Pégaso é considerado por muitos, o Rei do Céu.
Perseu usou-o como transporte, exemplo no filme
Fúria de Titãs.
Unicórnio, também conhecido como
licórnio, é um animal
mitológico que tem a forma de um
cavalo, geralmente branco, com um único
chifre
em espiral. Sua imagem está associada à pureza e à força. Segundo as
narrativas são seres dóceis; porém são as mulheres virgens que têm mais
facilidade para tocá-los.
Tema de notável recorrência nas
artes medievais e
renascentistas, o unicórnio, assim como todos os outros animais fantásticos, não possui um significado único.
Considerado um
equino fabuloso benéfico, com um grande
corno na cabeça, o unicórnio entra nos bestiários em associação à
virgindade, já que o
mito compreende que o único ser capaz de domar um unicórnio é uma donzela pura.
Leonardo da Vinci escreveu o seguinte sobre o unicórnio:
"O unicórnio, através da sua intemperança e incapacidade de se
dominar, e devido ao deleite que as donzelas lhe proporcionam, esquece a
sua ferocidade e selvajaria. Ele põe de parte a desconfiança,
aproxima-se da donzela sentada e adormece no seu regaço. Assim os
caçadores conseguem caçá-lo."
A origem do tema do unicórnio é incerta e se perde nos tempos.
Presente nos pavilhões de imperadores chineses e na narrativa da vida de
Confúcio, no
Ocidente faz parte do grande número de monstros e animais fantásticos conhecidos e compilados na era de
Alexandre e nas
bibliotecas e obras
helenísticas.
É citado no livro grego
Physiologus, do século V d.C, como uma correspondência do milagre da
Encarnação. Centro de calorosos debates, ao longo do tempo, o milagre da Encarnação de Deus em
Maria passou a ser entendido como o
dogma da virgindade da mãe de
Cristo: nessa operação teológica, o unicórnio tornou-se um dos atributos recorrentes da Virgem.
Representações profanas do unicórnio encontram-se em tapeçarias do Norte da
Europa e nos
cassoni (grandes caixas de madeira decoradas, parte do enxoval das noivas)
italianos
dos séculos XV e XVI. O unicórnio também aparece em emblemas e em cenas
alegóricas, como o Triunfo da Castidade ou da Virgindade.
A figura do unicórnio está presente também na
heráldica, como no
brasão d'armas do Canadá, da
Escócia e do
Reino Unido.
Na
astronomia, o unicórnio é o nome de uma
constelação chamada
Monoceros.
O unicórnio tem sido uma presença frequente na literatura fantástica, surgindo em obras de
Lewis Carroll,
C.S. Lewis e
Peter S. Beagle. Anteriormente, na sua novela
A Princesa da Babilónia (A Princesa de Babilônia),
1 Voltaire incluí um unicórnio como montada do herói Amazan.
Modernamente, na obra de
J. K. Rowling, a série
Harry Potter, o sangue do unicórnio era necessário para
Voldemort
manter-se vivo, porém o ato de matar uma criatura tão pura para
beber-lhe o sangue dava ao praticante de tal ação apenas uma semi-vida -
uma vida amaldiçoada. No livro diz-se que o unicórnio bebê é dourado,
adolescente prateado e adulto branco-puro. Também é interessante
observar, ainda na obra de Rowling, que a varinha do personagem
Ronald Weasley possui o núcleo de pêlo de unicórnio.
Noutro livro, "
Memórias De Idhún", de
Laura Gallego García,
o unicórnio é uma das personagens principais da história, sendo parte
de uma profecia que salva Idhún dos sheks. Em Memórias De Idhún, o
unicórnio está no corpo de Victoria.
Em 2008 um "unicórnio" nasceu na Itália. O animal, obviamente não é
parte de uma nova espécie. Mas sim uma corça (pequena espécie de
cervídeo europeu), que nasceu com somente um chifre. Pesquisadores
atribuem o corrido a um "defeito genético".
2
Alguns relatos dizem também, que esses seres mágicos são capazes se
alimentar de nuvens do entardecer e raios de sol. Isso só ocorre pelo
fato de esses serem as únicas substâncias puras o suficiente para esse
animal fantástico ingerir. Além disso, os unicórnios, devido a sua
origem mágica, conseguem transformar quaisquer tipos de substâncias
impuras e putrefatas em substâncias brilhantes, cheias de luz e vida.
O
cavalo (do
latim caballu) é um
mamífero hipomorfo, da
ordem dos
ungulados, uma das três
subespécies modernas da
espécie Equus ferus. A denominação para as fêmeas é
égua, para os machos não castrados,
garanhão e para os filhotes,
potro. Esse grande ungulado é membro da mesma
família dos
asnos e das
zebras, a dos
equídeos. Todos os sete membros da família dos equídeos são do mesmo gênero,
Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as
mulas. Pertencem a ordem dos
perissodáctilos, sendo por isso parentes dos
rinocerontes e dos
tapires, ou antas.
Esses animais dependem da
velocidade para escapar de
predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por
matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os
humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais. Seu tempo de vida varia de 25 a 40
anos.
O cavalo teve, durante muito tempo, um papel importante no
transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, uma
carroça, uma
diligência, um
bonde, etc.; também nos trabalhos
agrícolas, como animal para a arar, etc. assim como
comida. Até meados do
século XX,
exércitos usavam cavalos de forma intensa em
guerras: soldados ainda chamam o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos no campo de batalha de "unidades de
cavalaria", algumas vezes mantendo nomes tradicionais (
Cavalo de Lord Strathcona, etc.)
Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso
thoroughbred (
puro-sangue inglês ou PSI) alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).